Na instrumentação analítica, o medidor é o cérebro, mas o eletrodo é o sensor tátil que interage diretamente com o mundo químico. A Biosystems, com 35 anos de suporte técnico, identifica que a maioria das falhas de leitura em análises de pH e ORP não ocorre no aparelho, mas na escolha de um sensor incompatível com a matriz da amostra. Entender a anatomia do eletrodo é o que separa um dado estável de uma variação infinita no display.

1. O Papel da Junção: Onde o Erro Acontece

A junção é o ponto de contato elétrico entre o interior do eletrodo e a amostra. É por aqui que o eletrólito flui para fechar o circuito. Escolher a junção errada é a causa número um de eletrodos "travados":

  • Junção Cerâmica: O padrão para soluções aquosas límpidas. Em amostras com proteínas ou suspensões, os poros entopem rapidamente.
  • Junção Aberta (Teflon ou Vidro): Essencial para amostras viscosas, óleos, tintas e solos. Permite um contato direto e evita a incrustação de resíduos.
  • Junção Dupla: Protege o sensor interno contra contaminantes químicos (como sulfetos e metais pesados) que poderiam reagir com a prata do eletrólito.

2. Eletrólito: Líquido vs. Gel

A manutenção e a estabilidade da leitura dependem da fase interna do sensor:

  • Eletrólito Líquido (Recarregável): Oferece alta precisão e resposta rápida, pois o fluxo de íons é constante. Exige que o usuário complete o nível de KCl regularmente.
  • Eletrólito em Gel (Blindado): Ideal para uso em campo ou processos industriais onde a manutenção deve ser mínima. É mais resistente à pressão, mas possui uma vida útil finita e não recarregável.

3. Membranas e Formatos do Bulbo

O formato do vidro sensível deve se adaptar ao recipiente ou ao estado físico do material:

  • Bulbo Esférico: Máxima área de contato para líquidos em geral.
  • Ponta de Lança (Spear): Projetado para penetração em sólidos e semissólidos, como carnes, queijos e frutas.
  • Ponta Plana: Ideal para medições em superfícies úmidas, como papel, couro ou pele.

Sinergia Analítica e Rastreabilidade

Para o profissional que já domina as siglas e parâmetros analíticos, a escolha do sensor correto é o último passo para a conformidade total. Além do hardware, lembre-se que a estabilidade do sensor depende de uma limpeza rigorosa e do uso de buffers de alta pureza para manter o Slope dentro dos padrões de aceitação.

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