A migração da titulação manual para a automática é o passo definitivo para eliminar o erro subjetivo no ponto de viragem. Na Biosystems, consolidada no mercado desde 1990, observamos que a tecnologia da Inesa-Rex oferece uma precisão superior ao utilizar algoritmos que antecipam a reação química. Para extrair o máximo de performance, o químico deve compreender qual modo de operação — MET, DET ou SET — é o mais indicado para a sua matriz.
1. Modo MET (Monotonic Equivalence Point Titration)
No modo MET, o titulador adiciona o reagente em incrementos de volume fixos e constantes. É o método mais próximo da titulação clássica, porém executado por uma bureta digital de alta resolução.
- Como funciona: O aparelho adiciona, por exemplo, 0,1ml, aguarda a estabilização do potencial em mV e registra o ponto.
- Quando usar: Ideal para reações lentas ou quando a curva de titulação possui uma inclinação muito suave, onde a estabilização do eletrodo é demorada.
2. Modo DET (Dynamic Equivalence Point Titration)
O modo DET é a inteligência máxima da instrumentação moderna. Diferente do volume fixo, o aparelho ajusta o tamanho da dose com base na variação do potencial (ΔmV).
- Como funciona: Longe do ponto de equivalência, as doses são maiores para ganhar tempo. À medida que a reação se aproxima da viragem e o potencial começa a variar bruscamente, o titulador reduz as doses para microlitros, garantindo uma definição perfeita do "pico" da curva.
- Quando usar: É o padrão ouro para a maioria das reações ácido-base e redox rápidas, oferecendo a melhor relação entre velocidade e precisão.
3. Modo SET (Preset Endpoint Titration)
O modo SET não busca um ponto de inflexão desconhecido; ele titula a amostra até que ela atinja um valor de pH ou mV pré-determinado pelo usuário.
- Como funciona: O equipamento adiciona titulante de forma rápida e desacelera conforme chega próximo ao alvo (ex: pH 8,2 para acidez em vinhos).
- Quando usar: Rotinas de alta produtividade onde o valor final é normatizado e não há necessidade de análise completa da curva. É o modo preferido para controle de qualidade rápido.
A Importância da Integridade do Sistema
Independentemente do modo escolhido, a validade do resultado depende da saúde da anatomia do eletrodo e da correta calibração e ajuste metrológico do sistema. Buretas digitais devem ser verificadas regularmente para garantir que o volume real dispensado condiz com o cálculo do software.
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